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As diferentes cotações das moedas estrangeiras, especialmente o dólar, costumam gerar dúvidas para quem viaja ao exterior. No jornal, a cotação de dólar que aparece é uma. Na casa de câmbio, o preço, geralmente, é mais alto. Afinal, qual a diferença entre o dólar comercial, o turismo e o paralelo?
Conrado Navarro, consultor financeiro e autor do livro “Vamos falar de dinheiro?”, diz que, primeiramente, é preciso entender como se definem as taxas da moeda. “O valor varia conforme a oferta e a demanda que existe no País. A cotação é dada pela relação de quantas pessoas estão dispostas a vender e de quantos pretendem comprar”, explica.
É importante também falar sobre como esses preços variam no mercado, pois a taxa cambial no País é flutuante. Como esclarece Navarro, quando há maior fluxo de capitais estrangeiros no Brasil, ou seja, mais pessoas trazendo dólar e investindo na economia nacional, a oferta do dólar aumenta e o preço, consequentemente, diminui. “Do contrário, quando há uma crise internacional, por exemplo, empresas e investidores tiram o dinheiro que tem aplicado no Brasil, fazendo com que a oferta diminua e o preço aumente”, conta.
Emerson Marchiori, superintendente do banco Confidence, diz que, na verdade, a distinção entre os tipos de dólares é simples. O dólar comercial é utilizado em operações de importação e exportação, investimentos estrangeiros no Brasil, além de empréstimos internacionais. Navarro completa também que, quando o governo realiza movimentações financeiras no exterior, o preço se refere ao dólar comercial. “As cotações deste tipo de dólar são registradas e disponibilizadas pelo Sisbacen, o sistema de informações do Banco Central”, ressalta o consultor.
Com relação ao dólar turismo, Marchiori explica que este tipo é utilizado para a venda de espécie (papel moeda) e para recarregar os famosos cartões pré-pagos. “Para fazer emissão de passagens aéreas ou quando se compra alguma coisa no cartão de crédito fora do Brasil, por exemplo, as taxas cobradas são do dólar turismo”, complementa Navarro.
O dólar paralelo
No comércio ilegal, há ainda um terceiro tipo de dólar, o paralelo. Este tipo de dólar não oficial, ou seja, circula sem a autorização e supervisão do Banco Central. “Algumas pessoas não habilitadas a trabalhar neste mercado realizam transações ilegítimas, com valores negociados entre as partes envolvidas”, comenta Navarro. Neste caso, é importante ressaltar que o preço não possui referência alguma no mercado e, por isso, geralmente é mais alto que os demais.
Além disso, o consultor financeiro conta que não há nenhum tipo de informação que comprove a origem da moeda. “Compra este tipo de dólar em quantidades muito grandes, pode ser um problema para o comprador justificar a origem do dinheiro junto aos órgãos brasileiros, como a Receita Federal”, diz.
Diferença de preços
O dólar turismo e o dólar comercial possuem variações de preços, mas, invariavelmente, o primeiro sempre custará mais caro que o segundo. De acordo com Marchiori, para trazer a moeda do exterior e depois vendê-la, as instituições bancárias e casas de câmbio devem custear todo o processo, desde a importação da moeda até o pagamento para deixá-la em um cofre. “A empresa tem o custo de oportunidade, pois tira dinheiro do caixa para comprar moeda estrangeira, que fica parada sem rentabilidade até que alguém a compre”, conta.
Para Navarro, o principal fator desse cenário é o número de intermediários que existe entre as operações. Para se comprar o dólar turismo, é necessário colocar mais pessoas no meio do processo, contando que cada parte fica com uma margem de ganho. “O dólar comercial, enquanto isso, é movimentado com a participação de menos intermediários. É normal que a cotação seja menor”, finaliza.
Ógui
Especial para o Terra
carlos alberto de castro jacques diz:
22 de Setembro de 2011 ás 17:14
O Banco Central (BC) estancou a disparada do dólar nesta quinta-feira com uma intervenção pesada no mercado futuro, voltando a usar contratos de swaps tradicionais. Às 14h46, a moeda americana caía 0,03%, a R$ 1,8575 para venda. Pela manhã, o dólar chegou a R$ 1,95, nível visto pela última vez em julho de 2009. No mercado futuro, o contrato com mais volume chegou a R$ 1,961, perto do limite de alta de R$ 1,9665. Caso fosse atingido esse teto, as operações seriam interrompidas até que novos limites fossem estabelecidos. A alta do dólar (que acompanha a piora acentuada dos mercados internacionais) só esfriou após a ação do BC, que vendeu US$ 2,7 bilhões no mercado futuro para antecipar o vencimento de contratos de swap cambial reverso. O BC tem focado sua intervenção no mercado futuro porque avalia que o fluxo de dólares para o País continua vigoroso, sem necessidade de queimar reservas internacionais para aumentar a oferta de moeda estrangeira no mercado à vista. A percepção é compartilhada pela maior parte dos investidores. "O mais importante é que o mercado sentiu que o Banco Central quer botar uma banda (cambial). É como se ele dissesse: 'olha, R$ 1,60 eu não quero, mas a R$ 1,90 eu também não vou deixar'", disse o operador de câmbio da corretora Interbolsa, Moacir Marcos Júnior, em referência também às medidas anteriores do governo para frear a queda do dólar quando o cenário internacional não estava tão turbulento. De acordo com uma fonte da equipe econômica, o governo pode retirar algumas dessas medidas que tinham o objetivo de diminuir a baixa do dólar. "Tem muita munição para ser usada ou retirada", disse à Reuters a fonte. Em julho, por exemplo, o governo decidiu cobrar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre as posições vendidas líquidas de câmbio. Na ocasião, o objetivo expresso era evitar mais valorizações do real. Na opinião do tesoureiro de um banco dealer de câmbio, que preferiu não ser identificado, o governo provavelmente gastará primeiro o "arsenal" no mercado futuro antes de aliviar as restrições às posições de câmbio. Segundo dados do BC, ainda há cerca de US$ 6 bilhões em contratos de swap cambial reverso que podem ser revertidos por meio de leilões de swap tradicional, como ocorreu nesta quinta. "Se o mercado for para cima de R$ 1,90, ele deveria entrar de novo"m acrescentou o tesoureiro A disparada do dólar não era exclusividade do Brasil, embora a perspectiva de juros menores nos próximos meses e o imposto sobre o aumento de posições vendidas em derivativos deem mais combustível para o movimento. Outras moedas associadas a investimentos de maior risco, como dólar australiano , peso mexicano e rand sul-africano também registravam fortes baixas nos últimos dias em meio à preocupação com a possibilidade de uma recessão nos Estados Unidos e com a ameaça de um calote da Grécia em meio à crise da dívida soberana da Europa.
Guilherme diz:
12 de Julho de 2011 ás 22:34
Esse é um livo para não comprar.....algumas informações tão básicas estarem incorretas mostram o nível do consultor....ou do "jornalista".
Flávio diz:
11 de Julho de 2011 ás 09:45
Achei o texto simples, mas bem explicativo para pessoas que não têm conhecimento sobre o assunto. Caso alguém queira mais detalhes, é só procurar materiais mais densos.
ALessandro diz:
07 de Julho de 2011 ás 17:08
Concordo com a Carla. Além disso, quando usamos o cartao de credito, o dolar utilizado é o comrecial e não Turismo! Ele usou a matéria para passar uma informação errada com o intuito de promover o cartão pré-pago, que esse sim usa o dólar turismo! O Terra deveria verificar a informação, uma vez que pode ser errada, nesse caso propositalmente, e tendenciosa, como de fato foi!
Marcelo diz:
07 de Julho de 2011 ás 11:07
Muito ruim o texto, confuso e com informações desencontradas e imprecisas... ai ai... acho que vou virar jornalista ou consultor financeiro...
Adilson diz:
07 de Julho de 2011 ás 11:00
Me desculpe o consultor foi falha minha na interpretação.
Adilson diz:
07 de Julho de 2011 ás 10:57
Este consultor deve estar com muita dúvida pois uma hora ele fala que o comercial é mais caro e no parágrafo seguinte ele fala que é mais barato>
Mario diz:
07 de Julho de 2011 ás 10:31
PELO JEITO O CONSULTOR FINANCEIRO NÃO ESTÁ MUITO BEM INFORMADO....
Carla diz:
07 de Julho de 2011 ás 10:24
Dólar Iata – Utilizado para emissão de passagem, não tem nada haver com o turismo e comercia
Carla diz:
07 de Julho de 2011 ás 10:24
Dólar Turismo – É o valor do dólar comercial + taxas administrativas.