Mais limite para corretoras de câmbio

Agentes autorizados podem realizar operações até US$ 100 mil

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Em janeiro deste ano, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou resolução que alterou algumas regras que tratam da participação das corretoras e distribuidoras de valores no mercado de câmbio. A medida deve abrir mais concorrência entre os agentes autorizados pelo Banco Central (BC) a operar com moedas estrangeiras, além da reduzir os custos de transação, sobretudo para operações de menores valores, que geralmente interessam mais a pequenas e médias empresas.

Até então, o limite estabelecido para operações de câmbio de exportação e importação, além daquelas relacionadas a transferências do e para o exterior, era de US$ 50 mil. As empresas autorizadas a lidar com o câmbio podiam comprar e vender moeda estrangeira em cheques vinculados a transferências unilaterais, em espécie, cheques e traveler check.  Agora, com a nova resolução, as corretoras e distribuidoras de valores poderão realizar qualquer operação de câmbio com clientes limitadas ao dobro do que era antes, passando a US$ 100 mil por operação.

De acordo com o Banco Central, a mudança no valor do limite é positiva para o mercado. Isso porque, ao longo dos anos, a instituição vem buscando estimular a concorrência entre os agentes autorizados, com a intenção de reduzir os custos para os clientes e a aumentar a capilaridade no mercado de câmbio. Dessa forma, será possível oferecer melhores condições de acesso à negociação de moeda estrangeira para o público em geral.

A elevação do limite para as instituições não bancárias permite um aumento na oferta de serviços cambiais, alcançando especialmente clientes com menor poder de negociação, a custos menores. Emerson Marchiori, superintendente do Banco Confidence, explica que a mudança gera um impacto positivo, à medida que pequenas empresas passam a contar com limites maiores para operar com as corretoras, dispondo de mais opções à escolha, mas que, ao mesmo tempo, os bancos não deverão sentir diferenças significativas. “Para as grandes empresas quase não há impacto, pois o limite máximo que as corretoras podem operar, de US$ 100 mil, ainda é considerado pequeno se comparado ao volume de negócios de uma grande corporação”, ressalta.

Vantagens
Com o aumento do valor das operações concedido às empresas este ano, o maior beneficiado deverá ser o público final – pessoas físicas ou empresas. De acordo com o BC, as instituições não bancárias vêm tendo papel importante no incremento da concorrência do atendimento do público interessado nas operações cambiais de valores pequenos e médios, sendo perceptível o crescimento de sua rede de atendimento.

A medida oferece maiores oportunidades de negócios a essas empresas, com reflexos positivos também a seus clientes. Naturalmente, em qualquer mercado, quando há ampliação da concorrência entre os agentes, há redução de custos para os clientes.

Marchiori ressalta ainda que, com a medida, não há interferência direta na questão dos custos para as empresas. “O que muda é apenas a oferta dos serviços. Isso, porém, pode levar à diminuição dos custos conforme a negociação dos clientes com as corretoras”, lembra.
 

Ógui
Especial para o Terra