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No começo deste mês, a presidente Dilma Rousseff afirmou que o Brasil e as economias em desenvolvimento irão assumir sua responsabilidade na economia mundial e, assim, apoiar a Europa na superação de sua crise financeira. A declaração foi dada em Bruxelas, na Bélgica, na presença dos presidentes do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, e da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso.
Para Marcelo Lico, sócio-diretor da Macro Auditoria e Consultoria, em São Paulo, o comentário foi apenas parte de um discurso. “Não vejo como o Brasil pode ajudar. Vai fazer o que, emprestar dinheiro? É melhor investir aqui do que emprestar dinheiro para os europeus”, diz.
O empresário acredita que mais importante do que ajudar os países que estão mergulhados na crise, é voltar a atenção para o território nacional. “A Dilma tem que olhar para o Brasil, não para a Europa. Precisamos de investimentos em infraestrutura e educação, para que isso possa levar o País para o primeiro mundo. Aí sim, poderemos ajudar em algo”, fala Lico.
Para Marcelino Federal Neto, professor de planejamento estratégico, empreendedorismo e globalização da União Educacional de Brasília (Uneb), a ajuda que a presidente ofereceu não deve ser financeira. “Não acho que ela esteja disposta a comprar títulos europeus, porque eles estão sem credibilidade. A ajuda pode ser no sentido de estabelecer um canal de troca de produtos de valor agregado, colaborando para a valorização da economia desses países”, fala.
Oportunidades
Neto ressalta que o Brasil tem uma postura de conciliação e isso é bem-vindo em um momento conturbado como o de agora. “O País quer sempre criar sinergia e agregar valor entre as partes. Acredito que temos condições de nos posicionarmos como líder e fortalecermos essa imagem de credibilidade”, diz.
O professor avalia que a crise é um momento estratégico para o Brasil se posicionar como líder da América Latina. “Seremos palco de grandes eventos esportivos, que despertarão a atenção de todo o mundo. Serão provas que o Brasil vai ter que enfrentar para mostrar que está preparado para fazer parte de grupos como o G8”, aponta.
A mesma opinião é divida por Lico. “Os grandes investidores capitalistas vão se interessar em investir mais aqui no Brasil. Mas, para isso, é preciso que antes o governo invista na indústria nacional e também em tecnologia.
Precisamos apresentar bons produtos ao comércio exterior e mercado sólido”, diz.
Neto afirma que países como Brasil, China, Rússia e Índia precisam aproveitar o momento conturbado da economia mundial para se firmarem ainda mais no cenário internacional. “Todo estrategista e cientista político entende a crise como uma oportunidade de aperfeiçoamento de processos, de políticas e de sistemas. Esse é o momento ideal para o Brasil se impor e o discurso da presidente vai ao encontro disso”, avalia.
“Estrategicamente falando, este é um momento muito importante para que a Dilma posicione o Brasil cada vez mais com voz ativa no Conselho da Organização das Nações Unidas (ONU) e demais tratados”, complementa Neto.
Ógui
Especial para o Terra
jwAoShkWpftZUzy diz:
25 de Dezembro de 2011 ás 11:12
I hate my life but at least this makes it bearblae.